quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A última meia-página deste ciclo (X-1-e):

E sim, Camilo Pessanha falava chinês, como aliás se percebe pela capa de um livro reproduzida no penúlimo post cujo título é: "China - Estudos e Traduções".

Falava ele não só o chinês corrente, como também pretendia dominar o chinês escrito, o que era bastante mais complicado já que, segundo me é dado perceber, é necessário para isso decorar cinco mil carácteres!...
Segundo nos deixou escrito Danilo Barreiros, Pessanha conhecia somente três mil e quinhentos desses carácteres.

No livro acima apresentado (de 1999) podemos encontrar essa e mais informações sobre esse tema, assim como as traduções, e notas, de oito elegias chinesas, da responsabilidade do poeta auto-exilado em Macau (onde veio a falecer com 59 anos, minado pela tuberculose e pelo ópio), tarefa para a qual contou com a ajuda de um eminente sinólogo seu amigo (José Vicente Jorge).

E, com muito interesse acrescido, podemos também usufruir nesse livro das respectivas interpretações pictóricas (a óleo) da autoria do filho de uma sua aluna (no Liceu Português de Macau, que ajudou a fundar), Henriqueta Pacheco Jorge Barreiros (filha do referido sinólogo e esposa de Danilo Barreiros), de seu nome: Pedro Barreiros.

Deixo-vos com a sexta elegia:

2 comentários:

Ragamala Rokudan disse...

Hello, I'm a Chinese from Macau and find this very interesting. Do you know where can I find this book? Thank you! Obrigado!

Ragamala Rokudan disse...
Este comentário foi removido pelo autor.