domingo, 5 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Parece que o blogger voltou à normalidade* e posso agora aqui partilhar a meia-página seguinte - (III-A-II-2-d):
Meia-página sobre a qual haveria muito a dizer mas tenho que voltar para a mesa de trabalho - a BD chama pelo seu fim!
Mas para ficarmos no âmbito, na órbita de Fernando Pessoa, aconselho-vos a espreitar as últimas opiniões críticas sobre recentes lançamentos pessoanos no blogue "Um Fernando Pessoa"...
---------------------------
*: Ver comentários ao post anterior.
Meia-página sobre a qual haveria muito a dizer mas tenho que voltar para a mesa de trabalho - a BD chama pelo seu fim!Mas para ficarmos no âmbito, na órbita de Fernando Pessoa, aconselho-vos a espreitar as últimas opiniões críticas sobre recentes lançamentos pessoanos no blogue "Um Fernando Pessoa"...
---------------------------
*: Ver comentários ao post anterior.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Meias-páginas III-A-II-2-b...
... e III-A-II-2-c:
Nestas duas m-p podem ler o essencial da reacção de Sá-Carneiro ao aparecimento de dois dos três heterónimos principais de Fernando Pessoa assim como ao "enredo" entre essas figuras*.
Para ilustrar essa relação de disciplulato, optei por inserir na segunda delas um excerto da primeira das cinco "Notas Para a Recordação do meu Mestre Caeiro" que F.P. escreverá e publicará no início dos anos 30 do século passado.
[^^^ Acima, uma edição da Teresa Rita Lopes das notas da "autoria" de Álvaro de Campos, éditas e inéditas à data: 1997 - um total de vinte e duas].
-------------------------
*: Não há testemunho escrito quanto ao que o Mário pensava do Alberto Caeiro, o que é pena, já que ele revela um grande acerto crítico e ao mesmo tempo prefigura toda a ambiguidade que envolverá posteriormente e postumamente a recepção do "enredo" Alberto Ceiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.
... e III-A-II-2-c:
Nestas duas m-p podem ler o essencial da reacção de Sá-Carneiro ao aparecimento de dois dos três heterónimos principais de Fernando Pessoa assim como ao "enredo" entre essas figuras*.Para ilustrar essa relação de disciplulato, optei por inserir na segunda delas um excerto da primeira das cinco "Notas Para a Recordação do meu Mestre Caeiro" que F.P. escreverá e publicará no início dos anos 30 do século passado.
[^^^ Acima, uma edição da Teresa Rita Lopes das notas da "autoria" de Álvaro de Campos, éditas e inéditas à data: 1997 - um total de vinte e duas].-------------------------
*: Não há testemunho escrito quanto ao que o Mário pensava do Alberto Caeiro, o que é pena, já que ele revela um grande acerto crítico e ao mesmo tempo prefigura toda a ambiguidade que envolverá posteriormente e postumamente a recepção do "enredo" Alberto Ceiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
A primeira meia-página do grupo de 5 seguinte (III-A-II-2-a):
Em baixo, a célebre fotografia de Guilherme de Santa-Rita (Pintor)...
... Vestido talvez com o mesmo «fato e boné (...) todo esculpido em trapo» a que Sá-Carneiro se refere em carta de 12 de Junho de 1914 a Fernando Pessoa.
Foi-me difícil desenhá-lo mas felizmente beneficiei da ajuda e correção da Catarina, que esboçou rapidamente o "fato todo de trapo esculpido" abaixo apresentadO:
----------------------
Página nº 109:
Página dupla 108-109:
Em baixo, a célebre fotografia de Guilherme de Santa-Rita (Pintor)...
... Vestido talvez com o mesmo «fato e boné (...) todo esculpido em trapo» a que Sá-Carneiro se refere em carta de 12 de Junho de 1914 a Fernando Pessoa.Foi-me difícil desenhá-lo mas felizmente beneficiei da ajuda e correção da Catarina, que esboçou rapidamente o "fato todo de trapo esculpido" abaixo apresentadO:
----------------------Página nº 109:
Página dupla 108-109:
quinta-feira, 28 de abril de 2011
A terceira meia-página deste grupo de 5 (III-A-II-1-c):
As odes futuristas apresentadas, os inícios de três delas, fazem parte das cinco odes referidas anteriormente, na BD e no blogue, e encontram-se no "Livro de Versos" editado pela Teresa Rita Lopes abaixo apresentado...

... e cuja última edição, melhorada penso eu, foi publicada pela Assírio&Alvim.
Aí também se encontram muitas elucidações sobre a inicial verve futurista de um Caeiro ainda em elaboração e o consequente aparecimento do Álvaro de Campos, decadentemente futurista.
No terceiro quadradinho a referência ao anti-clericalismo do oitavo poema de "O Guardador de Rebanhos" é baseada em dizeres do próprio Pessoa, anos mais tarde*, ao explicar porque não o publicára na revista "Atena": «por o que é de ofensivo para a Igreja Católica; nem isso convinha à "Athena", como publicação em geral, nem estava certo, sendo católico o Rui Vaz, director comigo da revista e proprietário dela». A referência a Guerra Junqueiro vem de uma ideia de Eduardo Lourenço a esse propósito.
-----------------------
*: Carta a Joaõ Gaspar Simões de 3 de Dezembro de 1930.
O último quadradinho mostra o aparecimento do Ricardo reis (que será nomeado mais à frente) e estabelece a distinção entre este defensor do neo-paganismo português e o António Mora - também defensor desse desejado movimento de regeneração cultural. Este último é inspirado pelo "objectivismo pagão" de Caeiro (ver m-p anterior) e Reis é-o pelo "paganismo objectivista" do Mestre, oposto, como aí digo, ao panteísmo cristão de São Francisco de Assis, «um dos mais venenosos e traiçoeiros inimigos da mentalidade ocidental» como se deleita a escrever Fernando Pessoa, pouco antes de morrer, no texto celebratório dos vinte anos da revista "Orfeu" intitulado "Nós os de Orpheu".
As odes futuristas apresentadas, os inícios de três delas, fazem parte das cinco odes referidas anteriormente, na BD e no blogue, e encontram-se no "Livro de Versos" editado pela Teresa Rita Lopes abaixo apresentado...
... e cuja última edição, melhorada penso eu, foi publicada pela Assírio&Alvim.
Aí também se encontram muitas elucidações sobre a inicial verve futurista de um Caeiro ainda em elaboração e o consequente aparecimento do Álvaro de Campos, decadentemente futurista.
No terceiro quadradinho a referência ao anti-clericalismo do oitavo poema de "O Guardador de Rebanhos" é baseada em dizeres do próprio Pessoa, anos mais tarde*, ao explicar porque não o publicára na revista "Atena": «por o que é de ofensivo para a Igreja Católica; nem isso convinha à "Athena", como publicação em geral, nem estava certo, sendo católico o Rui Vaz, director comigo da revista e proprietário dela». A referência a Guerra Junqueiro vem de uma ideia de Eduardo Lourenço a esse propósito.
-----------------------
*: Carta a Joaõ Gaspar Simões de 3 de Dezembro de 1930.
O último quadradinho mostra o aparecimento do Ricardo reis (que será nomeado mais à frente) e estabelece a distinção entre este defensor do neo-paganismo português e o António Mora - também defensor desse desejado movimento de regeneração cultural. Este último é inspirado pelo "objectivismo pagão" de Caeiro (ver m-p anterior) e Reis é-o pelo "paganismo objectivista" do Mestre, oposto, como aí digo, ao panteísmo cristão de São Francisco de Assis, «um dos mais venenosos e traiçoeiros inimigos da mentalidade ocidental» como se deleita a escrever Fernando Pessoa, pouco antes de morrer, no texto celebratório dos vinte anos da revista "Orfeu" intitulado "Nós os de Orpheu".
terça-feira, 26 de abril de 2011
A meia-página seguinte (III-A-II-1-b) contém alguns elementos importantes que convém aqui comentar:
- O seu título é também o de um livro de poemas de Robert Browning, célebre poeta vitoriano (portanto bem do conhecimento de Pessoa), e é comum citar-se esse cultor do "monólogo dramático" no âmbito dos estudos pessoanos, quando se aborda o problema da despersonalização dramático-lírica, raiz do fenómeno da heteronímia (ver por ex. aqui uma das explicações do próprio F.P.).
No "Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português", a professora Mariana de Castro explica-nos que «Browning chegou a desejar criar poesia ainda mais despersonalizada, publicando obras sob diferentes máscaras e identidades de forma a ocultar a sua verdadeira autoria (...) "no other than one and the same individual"».
"Dramatis Personae" significa literalmente: "personagens do drama".
- No primeiro quadradinho o episódio da passagem a limpo do manuscrito de "O Guardador de Rebanhos" é representado segundo a descrição documental do processo feita por Ivo Castro - rascunhos em papéis soltos, primeira passagem a limpo dos primeiros poemas e segunda e final passagem a limpo, em quatro cadernos de papel almaço branco e pautado (ver aqui o original).
- A expressão "o glorioso poeta" é tirada de um dos excertos da falsa entrevista ao Alberto Caeiro, inicialmente residente em Vigo ("Poesia" de A.Caeiro, p. 197, Assírio&Alvim - Maio 2004).
- O poema "Casa a Casa" (que lembra, digo eu, Cesário Verde), de início atribuído a Caeiro, depois a Álvaro de Campos, é uma das "5 Futurist Odes" (citadas na m-p «Mas a minha tristeza é sossego»), conforme nos explica Richard Zenith no acima mencionado livro de poesia caeiriana.
- Nas minhas notas há a referência a um texto de António Mora com data de 9 de Março de 1914, intitulado "Teoria dos Deuses"...
- O pai de Sá-Carneiro foi de facto obrigado a ir trabalhar para Moçambique, mais precisamente em Lourenço Marques, e pode-se dizer que é a partir daí que a sua relação com o filho se vai complicar - monetariamente - levando este último, entre outras razões, a um desespero suicida (informação extraída do livro "A morte de Mário de sá-Carneiro", de João Pinto de Figueiredo).
------------------------
[^^^ Página nº 107].
[^^^ Página dupla nº 106-107].
- O seu título é também o de um livro de poemas de Robert Browning, célebre poeta vitoriano (portanto bem do conhecimento de Pessoa), e é comum citar-se esse cultor do "monólogo dramático" no âmbito dos estudos pessoanos, quando se aborda o problema da despersonalização dramático-lírica, raiz do fenómeno da heteronímia (ver por ex. aqui uma das explicações do próprio F.P.).No "Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português", a professora Mariana de Castro explica-nos que «Browning chegou a desejar criar poesia ainda mais despersonalizada, publicando obras sob diferentes máscaras e identidades de forma a ocultar a sua verdadeira autoria (...) "no other than one and the same individual"».
"Dramatis Personae" significa literalmente: "personagens do drama".
- No primeiro quadradinho o episódio da passagem a limpo do manuscrito de "O Guardador de Rebanhos" é representado segundo a descrição documental do processo feita por Ivo Castro - rascunhos em papéis soltos, primeira passagem a limpo dos primeiros poemas e segunda e final passagem a limpo, em quatro cadernos de papel almaço branco e pautado (ver aqui o original).
- A expressão "o glorioso poeta" é tirada de um dos excertos da falsa entrevista ao Alberto Caeiro, inicialmente residente em Vigo ("Poesia" de A.Caeiro, p. 197, Assírio&Alvim - Maio 2004).
- O poema "Casa a Casa" (que lembra, digo eu, Cesário Verde), de início atribuído a Caeiro, depois a Álvaro de Campos, é uma das "5 Futurist Odes" (citadas na m-p «Mas a minha tristeza é sossego»), conforme nos explica Richard Zenith no acima mencionado livro de poesia caeiriana.
- Nas minhas notas há a referência a um texto de António Mora com data de 9 de Março de 1914, intitulado "Teoria dos Deuses"...
- O pai de Sá-Carneiro foi de facto obrigado a ir trabalhar para Moçambique, mais precisamente em Lourenço Marques, e pode-se dizer que é a partir daí que a sua relação com o filho se vai complicar - monetariamente - levando este último, entre outras razões, a um desespero suicida (informação extraída do livro "A morte de Mário de sá-Carneiro", de João Pinto de Figueiredo).
------------------------
[^^^ Página nº 107].
[^^^ Página dupla nº 106-107].
Subscrever:
Mensagens (Atom)










