[Meias-páginas II-B-III-1-a e b].
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
A primeira meia-página, a cores, do grupo de 5 seguinte - o primeiro do terceiro ciclo de 15 m-p, do segundo conjunto de 45, do segundo arco de 90 - (II-B-III-1-a):
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Quero agora aqui partilhar uma crónica que foi hoje publicada na edição impressa do jornal "Público", crónica essa que nos deixou, a mim e à minha "mecenas " (durante os últimos dois anos), muito satisfeitos*:
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*: O montante da bolsa (6000 euros - 500 euros por mês durante 12 meses) vai-nos permitir continuar e acabar este "retrato" do grande "recortador de paradoxos" que foi Fernando Pessoa.
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Para mais informações sobre os resultados da iniciativa do Sr. Rui Tavares, poderão consultar o seu site, se assim o desejarem. Aí encontrarão também informações sobre as motivações e os propósitos de tal empreendimento...
------------------Quero agora aqui partilhar uma crónica que foi hoje publicada na edição impressa do jornal "Público", crónica essa que nos deixou, a mim e à minha "mecenas " (durante os últimos dois anos), muito satisfeitos*:
------------------*: O montante da bolsa (6000 euros - 500 euros por mês durante 12 meses) vai-nos permitir continuar e acabar este "retrato" do grande "recortador de paradoxos" que foi Fernando Pessoa.
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Para mais informações sobre os resultados da iniciativa do Sr. Rui Tavares, poderão consultar o seu site, se assim o desejarem. Aí encontrarão também informações sobre as motivações e os propósitos de tal empreendimento...
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
Em mais um dos intervalos para estudo que sou forçado a fazer regularmente, um livro de história escrito em 1978 por um professor americano e consultor político sobre Portugal para os E.U.A. em 1974 e 1976, e republicado agora pela "Europa-América":
De leitura enriquecedora, este livro tem o mérito de nos colocar, até ao nível dos estudos históricos, no contexto português, ao mesmo tempo que nos oferece uma perspectiva objectiva, neutra, portanto desligada das "nossas" habituais tomadas de partido; baseia-se numa extensa bibliografia que inclui por exemplo os relatos hora-a-hora de cônsules e ministros ingleses ("registos diplomáticos") residentes em Portugal à época, relatos esses que permitem ao autor eliminar dos factos comprovados, classificando-o como uma possível peça de propaganda política republicana, o caso da reviravolta operada pela intervenção de um talvez inexistente diplomata alemão - a famosa "bandeira branca" que terá precipitado a rendição monárquica durante a revolução de Outubro de 1910.
Oferece-nos também algumas ilustrações da época; os dois exemplos abaixo apresentados são bastante elucidativos do comportamento dos políticos no decorrer das assembleias, que rapidamente passaram a ter como único propósito a paralização dos sucessivos governos do partido dominante, de forma a precipitar as várias revoluções (monárquicas, neo-conservadoras e até republicanas) que se seguiram na década e meia seguinte, e que foram muitas!...

Das várias razões apontadas para o insucesso da Primeira República, Douglas L. Wheeler aponta quatro:
- o "personalismo";
- o sectarismo político e ideológico;
- a "divisão da terra",
- e a "tensão geográfico-administrativa".
Quanto a mim, uma razão certa para a derrocada do sistema político português que viu nascer o século XX, e que os membros do grupo da revista "Orpheu" terão sentido na pele, é o humor grosseiro que parece ter sido a nota dominante da sociedade daqueles tempos (e que uma ou outra mente mais ou menos atenta à nossa situação actual deve reconhecer nos dias de hoje), humor esse que produziu, por exemplo, a magnificamente horripilante ilustração abaixo apresentada (comportamental e sexualmente falando):
Não é de admirar que o nosso "Futurismo" tenha sido tão depreciado pela opinião pública sua contemporânea...
De leitura enriquecedora, este livro tem o mérito de nos colocar, até ao nível dos estudos históricos, no contexto português, ao mesmo tempo que nos oferece uma perspectiva objectiva, neutra, portanto desligada das "nossas" habituais tomadas de partido; baseia-se numa extensa bibliografia que inclui por exemplo os relatos hora-a-hora de cônsules e ministros ingleses ("registos diplomáticos") residentes em Portugal à época, relatos esses que permitem ao autor eliminar dos factos comprovados, classificando-o como uma possível peça de propaganda política republicana, o caso da reviravolta operada pela intervenção de um talvez inexistente diplomata alemão - a famosa "bandeira branca" que terá precipitado a rendição monárquica durante a revolução de Outubro de 1910.Oferece-nos também algumas ilustrações da época; os dois exemplos abaixo apresentados são bastante elucidativos do comportamento dos políticos no decorrer das assembleias, que rapidamente passaram a ter como único propósito a paralização dos sucessivos governos do partido dominante, de forma a precipitar as várias revoluções (monárquicas, neo-conservadoras e até republicanas) que se seguiram na década e meia seguinte, e que foram muitas!...

Das várias razões apontadas para o insucesso da Primeira República, Douglas L. Wheeler aponta quatro:- o "personalismo";
- o sectarismo político e ideológico;
- a "divisão da terra",
- e a "tensão geográfico-administrativa".
Quanto a mim, uma razão certa para a derrocada do sistema político português que viu nascer o século XX, e que os membros do grupo da revista "Orpheu" terão sentido na pele, é o humor grosseiro que parece ter sido a nota dominante da sociedade daqueles tempos (e que uma ou outra mente mais ou menos atenta à nossa situação actual deve reconhecer nos dias de hoje), humor esse que produziu, por exemplo, a magnificamente horripilante ilustração abaixo apresentada (comportamental e sexualmente falando):
Não é de admirar que o nosso "Futurismo" tenha sido tão depreciado pela opinião pública sua contemporânea...
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
PORQUÊ a preto e branco?...
(^^^: meia-página II-B-III-1-b).


... Porque a Catarina Verdier (colorista desta BD) tem estado a trabalhar noutro projecto, a pintura de um mural no "bar-galeria do desassossego" (penso que não é uma referência pessoana), mural esse que estará pronto para a vossa apreciação, se assim o desejarem, amanhã dia 28 de Outubro na Rua da Atalaia, nº52, no Bairro Alto em Lisboa, a partir das 22 horas:

... Aí exporá também desenhos (e uma pintura a óleo) - a mesma exposição que esteve brevemente em Espinho em junho deste ano.
(^^^: meia-página II-B-III-1-b).

... Porque a Catarina Verdier (colorista desta BD) tem estado a trabalhar noutro projecto, a pintura de um mural no "bar-galeria do desassossego" (penso que não é uma referência pessoana), mural esse que estará pronto para a vossa apreciação, se assim o desejarem, amanhã dia 28 de Outubro na Rua da Atalaia, nº52, no Bairro Alto em Lisboa, a partir das 22 horas:
... Aí exporá também desenhos (e uma pintura a óleo) - a mesma exposição que esteve brevemente em Espinho em junho deste ano.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A primeira meia-página (a preto e branco) do grupo de 5 seguinte - o primeiro do terceiro ciclo de 15 m-p, do segundo conjunto de 45 do segundo arco de 90 - (II-B-III-1-a):
... Início de um novo grupo e ciclo mas também continuação dos anteriores, nomeadamente das duas m-p anteriores (para mais esclarecimentos, ver o seguinte post):


... Início de um novo grupo e ciclo mas também continuação dos anteriores, nomeadamente das duas m-p anteriores (para mais esclarecimentos, ver o seguinte post): 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010
A última meia-página deste grupo de 5, a preto e branco (II-B-II-3-e):
... Seguida do aí apresentado retrato, na sua forma final, da autoria de Rodriguez Castañé - retrato esse que pode ser visto ao vivo na Casa Fernando Pessoa:
O que Mário de Sá-Carneiro diz ao Fernando Pessoa no último quadrinho foi retirado de duas cartas que ele lhe endereçou: da primeira, de 20 de Outubro de 1912 (por acaso, é também a primeira da longa correspondência entre os dois), consta a referência ao seu respeito pela "Renascença Portuguesa"*, e da segunda, de 2 de Dezembro de 1912, a apreciação do papel de crítico que F.P. vinha desempenhando publicamente à data**.
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*: «Por hoje, mais nada. Isto é: resta-me falar-lhe no tempo, coisa imprescindível numa carta destas: tem havido muita bruma, ungida de quando em quando por alguns raios dourados do cálice da hóstia rubra... (sem espírito nem ofensa; você sabe muito bem quanto simpatizo e respeito a Renascença e antes de mais nada - o seu crítico)».
**: «Li o seu artigo. Esplêndido de clareza, de justeza, de inteligência. Apenas lastimo que para o público você seja por enquanto apenas o "crítico Fernando Pessoa" e não o Artista».
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Quanto ao Almada Negreiros (no centro da fotografia acima apresentada, de 1912), optei por representá-lo já com um aspecto meio-"modernista", isto é: vistoso e não preocupado com as convenções, introduzindo assim graficamente a componente iconoclasta da sua personalidade:
Para as feições do nosso "poeta d'Orpheu futurista e tudo", baseei-me obviamente na sua própria interpretação desenhada:
... Seguida do aí apresentado retrato, na sua forma final, da autoria de Rodriguez Castañé - retrato esse que pode ser visto ao vivo na Casa Fernando Pessoa:
O que Mário de Sá-Carneiro diz ao Fernando Pessoa no último quadrinho foi retirado de duas cartas que ele lhe endereçou: da primeira, de 20 de Outubro de 1912 (por acaso, é também a primeira da longa correspondência entre os dois), consta a referência ao seu respeito pela "Renascença Portuguesa"*, e da segunda, de 2 de Dezembro de 1912, a apreciação do papel de crítico que F.P. vinha desempenhando publicamente à data**.-------------------
*: «Por hoje, mais nada. Isto é: resta-me falar-lhe no tempo, coisa imprescindível numa carta destas: tem havido muita bruma, ungida de quando em quando por alguns raios dourados do cálice da hóstia rubra... (sem espírito nem ofensa; você sabe muito bem quanto simpatizo e respeito a Renascença e antes de mais nada - o seu crítico)».
**: «Li o seu artigo. Esplêndido de clareza, de justeza, de inteligência. Apenas lastimo que para o público você seja por enquanto apenas o "crítico Fernando Pessoa" e não o Artista».
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Quanto ao Almada Negreiros (no centro da fotografia acima apresentada, de 1912), optei por representá-lo já com um aspecto meio-"modernista", isto é: vistoso e não preocupado com as convenções, introduzindo assim graficamente a componente iconoclasta da sua personalidade:
Para as feições do nosso "poeta d'Orpheu futurista e tudo", baseei-me obviamente na sua própria interpretação desenhada:
domingo, 26 de setembro de 2010

Segue-se agora uma entrevista de 2010 (em Inglês) com Robert Crumb, na prestigiada revista literária "Paris Review"...
... Em que se fala inclusivemente da sua primeira graphic novel, "Genesis"...
... E onde, de entre outras considerações, há uma que eu gostaria de destacar:- A um comentário do entrevistador - «... and yet you put a fair amount of text into your comics. You write out every letter of every word beautifully—it’s very labor-intensive...» - Crumb responde:
«When you write slowly you have more time to think about how to word things. I don’t type, I just handwrite everything in block letters. I take the time to think out how to articulate things».
Um dos seus trabalhos mais relevantes (de ilustração, como gosta de salientar) é o livro "Kafka - para principiantes" (de que não fala na entrevista):
- Uma extremamente bem conseguida colaboração com o escritor David Zane Mairowitz - uma obra-prima do género:


[^^^ Acima: as páginas 29, 51, 97 e 162].Outra colaboração digna de registo é a que teve com Charles Bukowski:
(Abaixo, uma das cinco ilustrações do breve conto - e folheto:)
--------------------------Notas:
- O retrato de Crumb (primeira imagem do post) é da autoria da sua mulher, Aline Kominsky-Crumb.
- As imagens seguintes são a capa e a contra-capa do terceiro e último número do seu comic, "Mistic Funnies" de 2002.
- "Kafka" é um dos livros da colecção "para principiantes" da editora D.Quixote, provavelmente o melhor...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
A quarta meia-página deste grupo de 5, a preto e branco (II-B-II-3-d):
- A "acção" decorre no café Martinho do Rossio:
- A opinião que Pessoa tem da obra de Mário de Sá-Carneiro (ou de parte dela, ou de um aspecto) é de 1923, e serviu de apresentação a dois pequenos livros de Edgar Allan Poe (segundo Fernando Cabral Martins, nas suas notas ao volume "Crítica, Ensaios, Artigos e Entrevistas" da Assírio&Alvim):
«Na imaginação visionadora do estranho ninguém o superou ainda, salvo, talvez, Sá-Carneiro, cuja intuição do Mistério era, talvez por uma razão de raça, mais completa».
- A caricatura acima reproduzida é da autoria de Rodriguez Castañé.
- O último quadrinho contém excertos do terceiro e último artigo de crítica de Fernando Pessoa para a revista "A Águia": "A Nova Poesia Portuguesa no Seu Aspecto Psicológico" (Setembro, Novembro e Dezembro de 1912).
- A "acção" decorre no café Martinho do Rossio:
- A opinião que Pessoa tem da obra de Mário de Sá-Carneiro (ou de parte dela, ou de um aspecto) é de 1923, e serviu de apresentação a dois pequenos livros de Edgar Allan Poe (segundo Fernando Cabral Martins, nas suas notas ao volume "Crítica, Ensaios, Artigos e Entrevistas" da Assírio&Alvim):«Na imaginação visionadora do estranho ninguém o superou ainda, salvo, talvez, Sá-Carneiro, cuja intuição do Mistério era, talvez por uma razão de raça, mais completa».
- A caricatura acima reproduzida é da autoria de Rodriguez Castañé.- O último quadrinho contém excertos do terceiro e último artigo de crítica de Fernando Pessoa para a revista "A Águia": "A Nova Poesia Portuguesa no Seu Aspecto Psicológico" (Setembro, Novembro e Dezembro de 1912).
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
A terceira meia-página deste grupo de 5 (o terceiro do segundo ciclo de 15, do segundo conjunto de 45, do segundo arco de 90 - II-B-II-3-c):


O desenho do monumento a Camões nesta m-p não segue o verdadeiro monumento, que se encontra no Largo Luís de Camões, mas tem antes por modelo o que me parece ter sido o projecto inicial - o desenho abaixo apresentado:
As diferenças são claras; nas estátuas mais pequenas por exemplo e na própria figura do Poeta, mais elegante, menos atlética:
... Daí a "nova" perspectiva:
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Deixo-vos com uma bela pintura de autoria desconhecida, realizada no ano de 1932, uma representação autonal do Largo Camões encontrada na internet:


O desenho do monumento a Camões nesta m-p não segue o verdadeiro monumento, que se encontra no Largo Luís de Camões, mas tem antes por modelo o que me parece ter sido o projecto inicial - o desenho abaixo apresentado:
As diferenças são claras; nas estátuas mais pequenas por exemplo e na própria figura do Poeta, mais elegante, menos atlética:
... Daí a "nova" perspectiva:
------------------Deixo-vos com uma bela pintura de autoria desconhecida, realizada no ano de 1932, uma representação autonal do Largo Camões encontrada na internet:
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