
E, de novo, as páginas 84 e 85 do livro aberto:
(Blogue onde se dá a conhecer a biografia em banda-desenhada homónima do Poeta, da autoria de Miguel Moreira - cor: Catarina Verdier, e onde se tecem algumas considerações sobre: essa obra, B.D. em geral e assuntos pessoanos).

Seguidas das páginas 84 e 85 do livro:
Abaixo, o manuscrito do famoso poema tal como pode ser encontrado na recente Fotobiografia de Fernando Pessoa (já aqui mencionada), da autoria de Richard Zenith - na sua primeira versão:
A seguinte, a primeira de duas outras que virá a fazer (com uma mudança significativa no segundo verso), será publicada no número único da revista "A Renascença" (1914):
A terceira o será em 1924, na revista "Athena" onde, para além de revelar publicamente Ricardo Reis e Alberto Caeiro, F.P. dá uma mostra importante da sua produção lírica ortónima até à data:
... Nesta já não encontramos a conotação monástica do efeito do tanger de sino moroso na terceira estrofe, que já no poema de 19/03/1911 era caracterizado da seguinte forma: «Cada som [do sino] é um monge Na sua alva fria...».
... Num total de 300 m-p, seguida das reproduções das primeiras páginas e das transcrições parciais de duas cartas endereçadas no início de 1911 a Fernando Pessoa pela sua mãe, e das quais selecionei as frases que, uma vez reorganizadas, preenchem o primeiro quadradinho da mesma:


... Tal como podem ser encontradas no livro abaixo apresentado, já aqui mencionado:

Seguidas das páginas 82 e 83 do livro:
Abaixo, um exemplo de quanto é trabalhoso escrever dois pequenos quadradinhos de texto (o verde e o azul):



Esforço este que não acaba com as incertezas já que o conteúdo pode a qualquer momento ser julgado insatisfatório* e obrigar o autor a reescrevê-lo em parte ou na totalidade, ainda para mais com a obrigação de o encaixar no espaço limitado disponível.
Seguido da cor da mesma m-p:
Quero também aqui partilhar (no seguimento do que fez o Nuno Hipólito no seu blogue o mês passado) o seguinte vídeo, onde poderão assistir a uma muito divertida e penetrante tradução/interpretação de um poema de Alberto Caeiro (o guardador de rebanhos que nunca gardou rebanhos):

Seguida da página 81 do livro:
E da página dupla 80-81:
[É de notar que o fundo do quarto onde Fernando Pessoa está a escrever mudou - ver post anterior].
É o próprio Fernando Pessoa que fala nos termos reproduzidos no segundo quadradinho desta m-p da realização dos poemas que viriam a ser os "35 Sonnets", finalizando um conjunto de apontamentos sobre si-mesmo - biografia e influências literárias - que enderecerá ao amigo Armando Côrtes-Rodrigues, colaborador da revista "Orpheu" sob o nome Violante de Cysneiros, talvez a pedido deste último.
Voltarei a falar aqui desta versão revista e aumentada de uma obra inicialmente publicada nos anos 80 do século passado, mas por enquanto deixo-vos com uma breve crítica da responsabilidade do sempre diligentemente pessoano Nuno Hipólito.