

(Blogue onde se dá a conhecer a biografia em banda-desenhada homónima do Poeta, da autoria de Miguel Moreira - cor: Catarina Verdier, e onde se tecem algumas considerações sobre: essa obra, B.D. em geral e assuntos pessoanos).

Seguidas das páginas 82 e 83 do livro:
Abaixo, um exemplo de quanto é trabalhoso escrever dois pequenos quadradinhos de texto (o verde e o azul):



Esforço este que não acaba com as incertezas já que o conteúdo pode a qualquer momento ser julgado insatisfatório* e obrigar o autor a reescrevê-lo em parte ou na totalidade, ainda para mais com a obrigação de o encaixar no espaço limitado disponível.
Seguido da cor da mesma m-p:
Quero também aqui partilhar (no seguimento do que fez o Nuno Hipólito no seu blogue o mês passado) o seguinte vídeo, onde poderão assistir a uma muito divertida e penetrante tradução/interpretação de um poema de Alberto Caeiro (o guardador de rebanhos que nunca gardou rebanhos):

Seguida da página 81 do livro:
E da página dupla 80-81:
[É de notar que o fundo do quarto onde Fernando Pessoa está a escrever mudou - ver post anterior].
É o próprio Fernando Pessoa que fala nos termos reproduzidos no segundo quadradinho desta m-p da realização dos poemas que viriam a ser os "35 Sonnets", finalizando um conjunto de apontamentos sobre si-mesmo - biografia e influências literárias - que enderecerá ao amigo Armando Côrtes-Rodrigues, colaborador da revista "Orpheu" sob o nome Violante de Cysneiros, talvez a pedido deste último.
Voltarei a falar aqui desta versão revista e aumentada de uma obra inicialmente publicada nos anos 80 do século passado, mas por enquanto deixo-vos com uma breve crítica da responsabilidade do sempre diligentemente pessoano Nuno Hipólito.

Seguida da página 79 do livro:
E da página dupla 78 e 79:
Quanto à acção representada nessa última m-p, é a continuação de elementos imediatamente antecendentes, e que podem ser recapitulados da seguinte forma:
... meia-página inventada que seria antecedida por outra:


As informações relativas ao caso da "Empresa Ibis, Tipográfica e Editora - Oficinas a Vapor" são particularmente bem apresentadas no seguinte livro (já aqui mencionado):
«... Porque um poeta, mesmo genial, é "quotidiano e tributável", e nessa forçada mediania é que se cumpre uma vida, quando falha o apelo dos oceanos distantes ou o empolgamento das aventuras exóticas. Para isso, para que a sua existência se prolongue por 47 anos, é necessário que disponha de meios de subsistência - é necessário fazer pela vida».