domingo, 31 de janeiro de 2010

A segunda meia-página deste ciclo de 5 (X-2-b):

... Sem palavras.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A primeira meia-página do ciclo seguinte (X-2-a):

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Para ler em continuidade parte do trabalho final, aqui está o primeiro grupo de 5 meias-páginas do terceiro ciclo de 15 m-p do primeiro conjunto de 45 do segundo arco de 90 - (II-A-III-1)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A última meia-página deste ciclo (X-1-e):

E sim, Camilo Pessanha falava chinês, como aliás se percebe pela capa de um livro reproduzida no penúlimo post cujo título é: "China - Estudos e Traduções".

Falava ele não só o chinês corrente, como também pretendia dominar o chinês escrito, o que era bastante mais complicado já que, segundo me é dado perceber, é necessário para isso decorar cinco mil carácteres!...
Segundo nos deixou escrito Danilo Barreiros, Pessanha conhecia somente três mil e quinhentos desses carácteres.

No livro acima apresentado (de 1999) podemos encontrar essa e mais informações sobre esse tema, assim como as traduções, e notas, de oito elegias chinesas, da responsabilidade do poeta auto-exilado em Macau (onde veio a falecer com 59 anos, minado pela tuberculose e pelo ópio), tarefa para a qual contou com a ajuda de um eminente sinólogo seu amigo (José Vicente Jorge).

E, com muito interesse acrescido, podemos também usufruir nesse livro das respectivas interpretações pictóricas (a óleo) da autoria do filho de uma sua aluna (no Liceu Português de Macau, que ajudou a fundar), Henriqueta Pacheco Jorge Barreiros (filha do referido sinólogo e esposa de Danilo Barreiros), de seu nome: Pedro Barreiros.

Deixo-vos com a sexta elegia:

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A quarta meia-página deste ciclo (X-1-d):

O encontro entre F.P. e Camilo Pessanha foi relatado pelo próprio, não detalhadamente, numa carta que ele lhe terá (ou não) enviado em 1915, para Macau, pedindo-lhe colaboração para o terceiro número da revista Orfeu (que ficou por editar):
«... Decerto que V. Ex.ª de mim não se recorda. Duas vezes apenas falámos, no "Suiço", e fui apresentado a V. Ex.ª pelo general Henrique Rosa. Logo da primeira vez que nos vimos, fez-me V. Ex.ª a honra, e deu-me o prazer, de me recitar alguns poemas seus. Guardo dessa hora espiritualizada uma religiosa recordação. Hoje sei-os de cor, aqueles cujas cópias tenho, e eles são para mim fonte contínua de exaltação estética...».

Nesta B-D, pelo contrário, vemos Pessanha recitar a Pessoa somente um poema - "Violoncelo" - no segundo encontro entre os dois, sendo o primeiro apenas mencionado, e não mostrado (ver m-p anterior).

Liberdade criativa e rigor histórico são de facto difíceis de conciliar...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A terceira meia-página deste ciclo (X-1-c):

Abaixo, três retratos fotográficos do poeta Camilo Pessanha (1867-1926):

... Onde se nota bem, particularmente no último, que o homem era vesgo (o que por si só não tem piada, mas acho no entanto que é muito divertido representá-lo assim para "cortar" a seriedade deste breve encontro histórico - afinal F.P. considerou Pessanha como um dos três mestres portugueses do século XIX da poesia moderna*).

Quanto à última fala desta m-p, ela é, quase palavra por palavra, a transcrição do que Pessanha escreveu em 1912 a propósito do seu conhecimento do Inglês, na introdução a: "Um Estudo sobre a Civilização Chinesa", da autoria do Sr. Dr. Morais Palha - «O cicerone falava-me em inglês, língua de que, ao todo, conheço meia dúzia de palavras» - e que se poderá encontrar no livro acima apresentado, entre outros.

----------------------------
*: Por ordem de idade - Antero de Quental, Cesário Verde e Camilo Pessanha.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A segunda meia-página deste ciclo (X-1-b):

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A última meia-página do ano 2009 que passou, e o primeiro "post" do ano de 2010!!!

(A primeira m-p do ciclo X-1 - nº 136).

domingo, 20 de dezembro de 2009

... E da BD em particular para a BD em geral, com uma série de entrevistas (diálogos entre veteranos e "novatos") divulgadas no site da revista americana "The Comics Journal":

À primeira, entre o Art Spiegelman [autor da ilustração acima apresentada] e o Kevin Huizenga (profundamente esclarecedora e inspiradora, como sempre com o autor de "Maus - A História de um Sobrevivente") segue-se outra, menos empolgante mas igualmente importante já que o "sénior" aí entrevistado, o David Mazzucchelli, é um caso exemplar de transformação de um talentoso desenhador de comics em um autor completo de graphic novels (à semelhança do já falecido Will Eisner).

[^^^ Acima, duas imagens do seu primeiro romance gráfico, "Asterios Polyp", inteiramente realizado por si].

A terceira tem a vantagem de emparelhar dois desenhadores britânicos de comics ambos responsáveis, segundo a crítica, por um estrondoso renovar da BD norte-americana de super-heróis: Dave Gibbons, nos anos 80 do século passado (principalmente ao ilustrar o "famoso" "Watchmen") e Frank Quitely, que segundo se diz anda a fazer um muito bom trabalho.
Enfim, nestas coisas de super-heróis, tudo depende em geral do argumentista e dificilmente haverá nessa área outro detentor do toque de Midas que tem vindo a revelar o Alan Moore de há duas décadas para cá...

[^^^ Acima, um quadradinho da história “For the Man Who Has Everything” (1987) - um aniversário complicado para o Super-Homem, da autoria de Moore e Gibbons].

A seguinte entrevista dá-nos a impressão de ter sido realizada nos anos 60 com um desses artistas norte-americanos que, devido a um talento extraordinário, sobreviveram à mudança de paradigma que se verificou à época - de uma grande variedade de estilos de histórias (se bem que seguindo as fórmulas tradicionais da "aventura") para o tipo padronizado dos super-heróis com uma ou outra excursão independente (e financeiramente arriscada), ou no erotismo underground, ou então num estilo marcadamente autoral mas não tão bem recebido pelos leitores habituais de comics - como por exemplo o Wallace Wood, também conhecido como Wally Wood.

[^^^ Acima, uma página de "American Flagg" (1983) da autoria de Howard Chaykin, que prefigurou o estilo extremamente popular (relativamente falando) que impôs pouco depois o Frank Miller como um dos gurus pós-modernos dos comics, sendo Alan Moore um dos seus rivais (ou talvez seja mais apropriado dizer o contrário)].

Outra entrevista de destaque, que no entanto peca por ser muito curta, tem como uma de suas protagonistas a Alison Bechdel, que viu o seu primeiro romance gráfico, auto-biográfico, ser eleito pela conhecida revista norte-americana "Time" como O Livro do Ano em 2006 (e não como a BD do ano - eles estão a ficar extremamente "evoluídos" por lá, não é? Tal se deve decerto ao prémio Pulitzer atribuído a "Maus" em 1992).

Só para ficarem com uma ideia: o título do livro, "Fun Home", tanto poderá significar "casa divertida", como "casa funerária" - "Fun(eral) Home".

Esta autora tem um "sítio" e um blogue extremamente intressantes que poderão consultar através dos respectivos links apresentados na barra lateral deste mesmo blogue, se tal desejarem (secção "outros blogues" e "sites").

Para acabar (este post e não a série de entrevistas que continuará a ser divulgada no seguinte blogue: "Journalista"), uma também ela curta entrevista com Jean-Christophe Menu, autor da imagem abaixo apresentada:

Único autor francês do grupo, é um dos responsáveis pelo ressurgimento da verve alternativa e/ou iconoclasta na BD europeia nos anos 90, talvez não tanto por causa de alguma obra em particular mas de certeza por ter sido um dos fundadores do colectivo de autores/editores conhecido como "L'Association", que bastante aceitação tem tido do outro lado do atlântico.

Para além de ter publicado o best-seller "Persepólis" da autoria de Marjane Satrapi, (transformado pela própria numa excelente longa-metragem em animação - que foi possível ver em Lisboa e já disponível em DVD), revelou também dois "muito conhecidos" autores: Lewis Trondheim, recentemente nomeado "grande prémio" do Festival de Angoulême e autor de algumas obras publicadas por editoras portuguesas (uau!), e Joann Sfar, autor entre outras obras da recente adaptação em BD do clássico "O Pequeno Príncipe", também publicado por cá, e responsável pelo "biopic" cinematográfico de fantasia (segundo as suas próprias palavras) intitulado "Gainsbourg, vie héroïque", que deverá estrear em 2010.

Comparado com o movimento "revolucionário" da geração anterior na BD franco-belga (Nikita Mandrika, Marcel Gotlib, Claire Bretécher, Moebius, Philippe Druillet, etc...) que, por influência também dos seus pares norte-americanos, se esforçou por conseguir uma banda-desenhada mais "adulta", este colectivo de autores destaca-se por uma maior identificação dos objectivos estéticos desta forma de arte com os da Literatura (com maiúscula, sim), muito por culpa, precisamente, de J-C Menu, um dos responsáveis pela criação do "Ouvroir de Bande-dessinée Potentielle" (Oubapo) movimento paralelo ao anterior "Ouvroir de littérature potentielle" (Oulipo), razoavelmente conhecido e de cujos membros poderemos citar, a título representativo (se bem que nem sempre ortodoxo), o célebre escritor italiano Italo Calvino.

[^^^ À semelhança da primeira ilustração apresentada neste post, um excerto de “High Art Lowdown”, por Art Spiegelman].

sábado, 19 de dezembro de 2009

Da BD em geral para a BD em particular:

"Roger Hauss Hiss" in concert - 2000 ou 2001 (?), por Catarina Verdier.