segunda-feira, 13 de julho de 2009

Para ler em continuidade parte do trabalho final, aqui está o terceiro grupo de 5 meias-páginas do terceiro ciclo de 15 m-p do segundo conjunto de 45 do primeiro arco de 90 - (I-B-III-3):

quarta-feira, 8 de julho de 2009

As meias-páginas a, b, c e d do ciclo VII-3, apresentadas agora como as páginas 52 e 53 do livro aberto:

terça-feira, 30 de junho de 2009

A última meia-página (a preto e branco) deste ciclo (VII-3-e):

Seguida da reprodução da página do caderno onde se encontra (à direita) a transposição algébrica de certas considerações do jovem F.P. sobre degenerescência, que citei no último quadradinho (rectangulozinho) da m-p acima apresentada.
Esta reprodução encontra-se no tomo I (de dois) do volume VII da Série Maior da Edição Crítica das Obras de Fernando Pessoa* (Imprensa Nacional - Casa da Moeda), intitulado "Escritos sobre Génio e Loucura", já referido no seguinte post.
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*: Segundo o coordenador desse projecto de edição, Ivo Castro**, «a Série Menor terá volumes de estrututa simplificada, destinados ao leitor comum, com o texto crítico não anotado, mas precedido de ensaio interpretativo», isto é, sem o aparato genético-crítico e introduções filológicas da Série Maior.
**: No texto "Projecto Inicial" (1988) do 1º volume da colecção "Estudos" da Edição Crítica, intitulado "Editar Pessoa".
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[Os filólogos são pessoas cheias de paciência, não acham?]

Já agora, falando de Degenerescência: segundo o que um estudioso (pessoano?) deixou escrito algures (vou citar de memória, e em segunda mão), esse conceito médico-psiquiátrico-científico do final do século XIX foi arrasado por Freud como uma coisa completamente indefinida que para nada servia (opinião com a qual facilmente se concorda nos nossos dias...).

É portanto engraçado e curioso o comentário feito pelo (já maduro) Fernando Pessoa ao seu futuro biógrafo João Gaspar Simões, em carta datada de 11 de Dezembro de 1931***, onde por sua vez critica o freudismo como sendo "um critério psicológico original e atraente" (obra «em verdade [de] um homem de génio»), e "um sistema imperfeito, estreito e utilíssimo" tornado no entanto uma "franca paranóia de tipo interpretativo"...
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***: Carta essa sobejamente conhecida pelos leitores "não-comuns" de Pessoa, de uma série onde o poeta trata de alicerçar a relação do jovem crítico com a sua pessoa, mas principalmente com a sua obra. Ficou para a posteridade o que sobreveio...
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Deixo-vos com um pequeno retrato fotográfico de Sigmund Freud:

domingo, 28 de junho de 2009

A quarta meia-página (a preto e branco) deste ciclo (VII-3-d):

... Seguida do retrato de família de 1907* onde se podem ver da esquerda para a direita, na primeira fila: a tia-avó Maria, a avó Dionísia e a tia-avó Rita, e por trás: a tia-avó Adelaide, Fernando, a tia Anica e a sua filha, Maria.

É de notar que o meu F.P. ainda não tem o cabelo tão comprido como o "verdadeiro", mas tal já não acontecerá no próximo ciclo...

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*: "Fotobiografias Século XX: Fernando Pessoa", Círculo de Leitores, e "Fernando Pessoa - uma fotobiografia", Quetzal Editores.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A terceira meia-página deste ciclo (VII-3-c):

domingo, 7 de junho de 2009

A segunda meia-página deste ciclo (VII-3-b):

domingo, 31 de maio de 2009

A centésima-primeira meia-página e primeira deste ciclo (VII-3-a):


E a fachada original d' "A Brasileira" do Chiado - 1911/1912.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Para ler em continuidade parte do trabalho final, aqui está o segundo grupo de 5 meias-páginas do terceiro ciclo de 15 m-p do segundo conjunto de 45 do primeiro arco de 90 - (I-B-III-2):

domingo, 24 de maio de 2009

[Última meia-página deste ciclo (VII-2-e)
- confetes e lettering colorido da colorista, claro!]

sexta-feira, 22 de maio de 2009

E agora, um desenho da minha colaboradora, a Catarina Verdier, afectivamente intitulado "auto-caricatura à Edika":

A técnica é mista: aguarela, tinta preta e notem os riscos a lápiz na contra-capa do caderno e a sua representação "arte-finalizada" junto à caneta.
Mede 14,7 por 10,5 cm.

^^^ Acima, uns estudos em que a Catarina reproduziu o estilo do desenhador francês referido no título da caricatura.

Nascido no Egipto em 1940, Édouard Karali, mais conhecido como Édika, é um dos pilares da revista francesa "Fluide Glacial" desde os anos 80, a par de Binet e Goossens, e a eles se deve, segundo o que me é dado perceber, a longevidade da revista*: 34 anos!

Abaixo, a capa da segunda Fluide que eu comprei, de uma longa colecção, nesse longínquo Agosto de 1991, e onde pela primeira vez descobri a obra desse autor:

A história intitula-se "O álibi de Max":

Max é um "bebé humilhado", segundo as suas próprias palavras, mas a sua recusa em acomodar-se a tal situação leva-o a planear com afinco (como se percebe pelo equipamento que escondeu debaixo da almofada) uma emocionante fuga nocturna até à mais próxima cabine telefónica onde poderá apresentar livremente uma queixa oficial ao procurador da república...
Regressará depois a casa sem levantar suspeitas e aguardará a célere intimição do tribunal, sendo o caso uma grande surpresa para os pais que descobrem tudo na manhã seguinte, no jornal, com a agravante de não terem roupa para se apresentarem perante o juíz...

^^^ Acima, a segunda metade da primeira página onde se inicia o retrato (sequencial) dos pais da pobre criança maltratada, que acabará presa por suposta falsificação de provas, e sem álibi...

[Abaixo, um exemplo de como Édika não se coibe de encher as suas páginas, e margens, de texto:]

O conteúdo da "Fluide Glacial" foi durante muitos anos apresentado a preto e branco (e sem publicidade) até aquele fatídico mês de Agosto de 2003 em que se pôde ler na capa dessa publicação a seguinte informação: «Escandaloso! 8 páginas a cores».
Édika era o primeiro autor a publicar uma história inteiramente a cores****, de que mostro agora dois excertos:

A ideia é simples e recorrente na sua obra: estamos na praia, os "musculosos" (os "outros") é que ficam com as "gajas boas" ("elas"), e o herói (um alter-ego do autor) sente-se mal com isso.
Mas, surpresa: ele ficou de ir comprar um gelado à mulher e descobre uma máquina de "ganhar músculo", a qual, pela modesta quantia de dois euros (o preço do gelado) o habilitará também, pensa ele, a seduzir umas quantas...

Como de costume, o intento não correrá conforme planeado.

Parece-me haver aí qualquer coisa de, como hei-de dizer... crítica social, não acham?
E a fala da personagem na última vinheta? «É uma escolha corneliana mas 'tou-me a cagar para Corneille»...
Fantástico!

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*: Desde há muitos anos à venda em Portugal, ainda hoje** ostenta na sua capa o preço de venda para o nosso rectângulozinho extremo-europeu, o que significa que apesar de parecer voar abaixo do radar da nossa crítica "especializada", deve haver alguns leitores interessados*** nesta herdeira cultural da "Mad" norte-americana dos anos 50.
**: O número mais recente que possuo data do verão de 2008.
***: Se bem que francofonamente privilegiados, portanto em vias de extinção.
****: De muitos já que a Fluide é agora toda a cores. (Mas ainda sem publicidade).