
... Seguida do esboço a lápiz de cor do 2º quadradinho.
^^^ Acima, uma vista do Rossio na década de 1930 (suponho).
(Blogue onde se dá a conhecer a biografia em banda-desenhada homónima do Poeta, da autoria de Miguel Moreira - cor: Catarina Verdier, e onde se tecem algumas considerações sobre: essa obra, B.D. em geral e assuntos pessoanos).
^^^ Nesta (metade de) página vemos um inspector da alfândega belga abandonar-se a um demoniáco excesso de zelo do qual, mais uma vez, o Gaston é vítima...
^^^ Sempre um gentleman, quer seja na sua incarnação "animada", quer seja na sua versão "cinética" em papel, da autoria de Elzie Crisler Segar...
^^^ Esta é uma das tiras da série que ele desenhava há já dez anos, "The Thimble Theatre"** - e é a pimeira em que o Popeye aparece!
[^^^ Acima, uma tira em que Popeye é já uma das personagens principais da série].
Célebre pela sua coragem destemida e os seus ferruginosos espinafres nos desenhos animados, nas "comic strips"**** Popeye é-o mais pela sua naturalmente prodigiosa resistência física...
[As tiras em inglês encontram-se na recente edição intergral da série (cujo terceiro volume chegará em breve a Portugal), da responsablidade da editora norte-americana Fantagraphics. As tiras portuguesas foram lançadas num dos volumes de uma das coleções de B-D do jornal "Público"].
[É a segunda vez que é feita uma referência directa ao poema "O Corvo" de Edgar Allan Poe nesta banda-desenhada; a primeira foi na m-p intitulada "Nevermore"].
... da responsabilidade de Teresa Sobral Cunha*, uma das investigadoras responsáveis pela primeira edição do Livro em 1982**, e que continuou a trabalhar nele durante anos com o fito de apresentar ao público uma edição digna da complexidade de ideação (inacabada) do próprio Pessoa, segundo os seus numerosos planos e tendo em conta a evolução da atribuição do Livro a "personalidades" diversas: Vicente Guedes e Bernardo Soares.
A diferença essencial entre estes dois livros diz respeito à organização dos trechos:
Para acabar, um excerto da "Marcha Fúnebre para o Rei Luís Segundo da Baviera", do "Livro do Desassossego" de Fernando Pessoa/Vicente Guedes:
... Da colecção que a Françoise Mouly edita, a "Toon Books"*, e da qual A. Spiegelman é "series advisor"...
O autor, que nas suas palavras não desenha bem, mostra-nos no exemplo acima apresentado que domina no entanto simples mas eficientes regras de composição espacial, e de representação: é de notar que neste primeiro quadradinho o filho coelho (Jack) está no extremo de um segmento de recta perpendicular ao que é formado pelos pais e a caixa, uns ao lado dos outros (segundo o nosso ponto de vista formam os dois segmentos um ângulo oblíquo). No segundo, e devido ao efeito de surpresa, as figuras estão agora alinhadas perpendicularmente (obliquamente) ao segmento em cuja extremidade está a caixa de onde irrompe o Zack.
^^^ Acima, o culminar de uma espécie de desenvolvimento "místico" da narrativa : o vaso quebrado está só fissurado, quase magoado, apesar de ter caído violentamente ao chão - a capa reproduzida no início deste post dá um indício de como tal aconteceu.
Neste livro ("Jack and the Box") Art Spiegelman desenvolve o tema e a problematização da Representação, a sua e a dos outros, conforme é abordada na página acima reproduzida - a primeira do segundo volume de "Maus" - mas a família desta história (também um casal e um filho único) é agora "doce e meiga", coelhos (Spiegelman é agora pai de família); o Zack é que pode não ser o que parece...
Do ponto de vista "literário" este "Jack and the Box" retoma directamente um tema abordado numa história curta realizada nos anos setenta*****, escrito na caixa do desenho acima apresentado (em francês, "diable-à-ressort", em inglês "Jack IN the box" - e não Zack - tradicionalmente representado como um diabo-palhaço, neste caso ostentando um barrete tri-fálico) (... Freud irá a seguir tentar convencer um homem de que não está morto).