



(Blogue onde se dá a conhecer a biografia em banda-desenhada homónima do Poeta, da autoria de Miguel Moreira - cor: Catarina Verdier, e onde se tecem algumas considerações sobre: essa obra, B.D. em geral e assuntos pessoanos).
É claro que o dito energúmeno (comparado ao Leonardo da Vinci por leitores da revista Spirou onde ele semeava o caos, e para a qual aliás ele trabalhava!) teve a oportunidade de "interagir" com essa até há pouco imprescindível ferramenta escritorial, como podem constatar:
Aqui abaixo podem ver a surpresa do Fantasio ao descobrir que afinal o Gastão não lhe pedira a sua máquina para aprender a escrever:
Enfim...

Seguida de uma série de fotografias de máquinas de escrever da época tiradas do site "My Typewritter Collection", onde se pode ver a evolução de vários sistemas até à padronização do equipamento, por razões de eficiência supõe-se - uma autêntica (r)evolução industrial das espécies:
(1889)
(1891)
(1896)
(1896)
(1900)
(1902)
(1902 - a primeira máquina "frontstroke".)
(1904 - aquela que me serviu de modelo.)
Para colmatar o vazio bloguista criado por esta quadra natalícia (e por uma carga descomunal de trabalho que se vem arrastando há já sete anos), deixo-vos com uma anedota "brejeira" que, segundo consta, terá feito rir Fernando Pessoa a "bandeiras despregadas" durante uma tertúlia lisboeta nos anos 30 (se a memória não me engana), o que admirou muito os outros tertulianos já que ele não ria das piadas mais "cultas":
Na sequência do lançamento norte-americano da nova edição da sua primeira Obra de Arte em banda-desenhada, "Breakdowns" - aumentada de um prefácio desenhado e contextualizada historicamente por ele próprio, são muitas as notícias/entrevistas sobre Art Spiegelman (1948-...) a encontrar na internet.
[^^^Aqui nas palavras/imagens de Scott McCloud, em "Reinventing Comics". As iniciais assinaladas por um asterisco no 4º quadradinho significam: National Cartoonists´Society.]
... Um retrato magistral (e trágico) do percurso de várias gerações que se unem num mesmo tronco familial, endinheirado e com "estatuto" social, com a crise bolsista dos anos 30 em pano de fundo.
Este autor evidencia nas suas obras tardias uma particularide rara: em vez de partir de uma "grelha" gráfica dentro da qual a acção decorre e consequentemente por ela é moldada, é o próprio conteúdo da acção (sentimentos e ideias) que dá forma gráfica à página, por ordem de importância, como podem constatar no exemplo acima reproduzido (ordem essa que não corresponde à sequencia da leitura verbal mas antes à da percepção visual) : há um acontecimento social ao qual a esposa não irá por causa de uma discussão que o marido provoca: combinara previamente ir com a amante...
E informações sobre o "Congresso Internacional Fernando Pessoa":
...(organizado pela Casa Fernando Pessoa) que decorreu de 25 a 28 de Novembro, no blogue "Um Fernando Pessoa" de Nuno Hipólito - aqui.