terça-feira, 9 de dezembro de 2008

AGORA SOBRE B.D. "em geral":

Na sequência do lançamento norte-americano da nova edição da sua primeira Obra de Arte em banda-desenhada, "Breakdowns" - aumentada de um prefácio desenhado e contextualizada historicamente por ele próprio, são muitas as notícias/entrevistas sobre Art Spiegelman (1948-...) a encontrar na internet.
Aqui está uma particularmente interessante (não "editada", segundo nos diz o seu autor) onde Art nos dá a sua (nossa) definição do que é a arte ("that stupid college question"):
«A arte é tudo o que dá forma aos pensamentos e sentimentos individuais...».

... Já nos anos 60/70 Spiegelman tomara sobre si a responsabilidade - ousada à época e ainda hoje- de reclamar para a B.D. o estatuto de Forma Artística. A sua obra-prima, "Maus - a história de um sobrevivente" (que demorou 13 anos a ser feita), foi mundialmente reconhecida como tal.

Vem-me à cabeça falar a esse propósito da obra de outro autor norte-americano, também ele um paladino da banda-desenhada, o Will Eisner (1917-2005):

[^^^Aqui nas palavras/imagens de Scott McCloud, em "Reinventing Comics". As iniciais assinaladas por um asterisco no 4º quadradinho significam: National Cartoonists´Society.]

... E dando seguimento ao tom mais optimista do post de Novembro sobre "As Ideias Negras" de Franquin, convém mencionar a publicação em Portugal deste álbum*:

... Um retrato magistral (e trágico) do percurso de várias gerações que se unem num mesmo tronco familial, endinheirado e com "estatuto" social, com a crise bolsista dos anos 30 em pano de fundo.

Este autor evidencia nas suas obras tardias uma particularide rara: em vez de partir de uma "grelha" gráfica dentro da qual a acção decorre e consequentemente por ela é moldada, é o próprio conteúdo da acção (sentimentos e ideias) que dá forma gráfica à página, por ordem de importância, como podem constatar no exemplo acima reproduzido (ordem essa que não corresponde à sequencia da leitura verbal mas antes à da percepção visual) : há um acontecimento social ao qual a esposa não irá por causa de uma discussão que o marido provoca: combinara previamente ir com a amante...

*: Há mais duas obras deste autor editadas em Portugal - edições Gradiva - e encontram-se com alguma facilidade os originais e versões brasileiras...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A primeira meia-página de um novo ciclo de 5 (VI-1-a):

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Para ler em continuidade parte do trabalho final, aqui está o terceiro grupo de 5 meias-páginas do primeiro ciclo de 15 m-p do segundo conjunto de 45 do primeiro arco de 90 - (I-B-I-3):

A última meia-página deste ciclo (V-3-e):

E informações sobre o "Congresso Internacional Fernando Pessoa":

...(organizado pela Casa Fernando Pessoa) que decorreu de 25 a 28 de Novembro, no blogue "Um Fernando Pessoa" de Nuno Hipólito - aqui.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A quarta meia-página deste ciclo (V-3-d):

Seguida de um retrato do republicano Antero de Quental (1842-1891):

domingo, 23 de novembro de 2008

A terceira meia-página deste ciclo (V-3-c):

O desenho do primeiro quadradinho é a "reprodução" de uma fotografia do "Pensador" de Auguste Rodin (1840-1917), que ganhou fama e autonomia sob esta designação mas que continuou sendo parte do seu monumento intitulado "A Porta do Inferno" (segundo a "Comédia" de Dante) onde está integrado e aí representa O Poeta...

^^^ Dante Alighieri (1265-1321), "o vadio" segundo Bernardo Soares.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Para compensar um bocado o tom negativista do post de Outubro sobre publicação de banda-desenhada em Portugal, quero agora falar de uma boa ideia e de um feliz acontecimento que ocorreu no ano de 2001:

As "Ideias Negras" de Franquin, o Grande !, foram publicadas em português pela editora "Witloof"!... (Uma editora de Coimbra se não estou enganado - entretanto extinta, ou em dormência).
Aqui está a primeira (meia-) página:

Esta edição surgiu depois da publicação integral em França desta obra-prima tardia do autor belga - que a publicara previamente nas páginas da revista Fluide Gacial*, e depois em álbum; dois para ser exacto: o primeiro em formato horizontal - um "gag" por meia-página - e o segundo no formato vertical - onde os gags ocupam toda a página, à semelhança da evolução que seguiu com o seu "Gaston Lagaffe" - com capas e contracapas encarnadas. A edição portuguesa retomou o novo visual - preto, mas reduziu o formato para quase metade... Porquê?

Quanto ao título^^^ - magnificamente desenhado, os "witloofenses"** optaram por só o mostrar no interior do livro, o que, convenhamos, foi a opção mais fácil, e mesmo assim mal conseguida.

No entanto é de louvar a iniciativa visto ser esta uma peça importante do puzzle mundial da banda-desenhada.
......................................
*: Há muitos anos à venda em Portugal.
**: Aliás, responsáveis por outras boas ideias - concretizadas - de publicação.
A segunda meia-página deste ciclo (V-3-b):





E mais notícias sobre o "Leilão Pessoa", aqui [DN] e aqui [Um Fernando Pessoa].

domingo, 9 de novembro de 2008

A primeira meia-página do terceiro ciclo de 5, do conjunto V de 15 (V-3-a):




... E mais informações sobre o "caso" do leilão do restante espólio pessoano (em possessão da família) neste link [Diário de Notícias].

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

ESTE LIVRO, de 475 grandes páginas de letras miudinhas:

... como o título indica, dá-nos a conhecer LISBOA e a sua História - desde o início do século XIX até ao ano de 1950.
Abundamente ilustrado com fotografias da época, é composto de relatos históricos, peças literárias e jornalísticas, e acaba com uma preciosa Cronologia de 70 páginas... Um companheiro ideal para percorrer a Lisboa de Fernando Pessoa.

Abaixo, um excerto da primeira cena de convívio familiar de Fernando em Lisboa, com o primo:

E o primo Mário Nogueira de Freitas num desenho a lápiz da autoria de Catarina Verdier (colorista):