
Seguida de um retrato do republicano Antero de Quental (1842-1891):
(Blogue onde se dá a conhecer a biografia em banda-desenhada homónima do Poeta, da autoria de Miguel Moreira - cor: Catarina Verdier, e onde se tecem algumas considerações sobre: essa obra, B.D. em geral e assuntos pessoanos).

O desenho do primeiro quadradinho é a "reprodução" de uma fotografia do "Pensador" de Auguste Rodin (1840-1917), que ganhou fama e autonomia sob esta designação mas que continuou sendo parte do seu monumento intitulado "A Porta do Inferno" (segundo a "Comédia" de Dante) onde está integrado e aí representa O Poeta...
^^^ Dante Alighieri (1265-1321), "o vadio" segundo Bernardo Soares.
As "Ideias Negras" de Franquin, o Grande !, foram publicadas em português pela editora "Witloof"!... (Uma editora de Coimbra se não estou enganado - entretanto extinta, ou em dormência).
Esta edição surgiu depois da publicação integral em França desta obra-prima tardia do autor belga - que a publicara previamente nas páginas da revista Fluide Gacial*, e depois em álbum; dois para ser exacto: o primeiro em formato horizontal - um "gag" por meia-página - e o segundo no formato vertical - onde os gags ocupam toda a página, à semelhança da evolução que seguiu com o seu "Gaston Lagaffe" - com capas e contracapas encarnadas. A edição portuguesa retomou o novo visual - preto, mas reduziu o formato para quase metade... Porquê?
Quanto ao título^^^ - magnificamente desenhado, os "witloofenses"** optaram por só o mostrar no interior do livro, o que, convenhamos, foi a opção mais fácil, e mesmo assim mal conseguida.


... como o título indica, dá-nos a conhecer LISBOA e a sua História - desde o início do século XIX até ao ano de 1950.
E o primo Mário Nogueira de Freitas num desenho a lápiz da autoria de Catarina Verdier (colorista):
A imagem de Fernando Pessoa de chapéu tem fortes semelhanças com uma série de imagens da autoria de Moebius:
Reproduzo aqui parte da cena final da sua "Garagem Hermética" - a que dará continuidade anos mais tarde:
... Continuação directa aliás, já que a porta pela qual o Major Grubert escapa à ameaça de morte pendente vai dar directamente a uma estação de metro, a suposta "realidade" da qual sairá para outra igualmente irreal.
Este álbum de quase 400 páginas foi por mim descoberto por acaso e comprado por 900 escudos também!... Não pude completar a história que devia contar com dez volumes (logo umas 4000 páginas) porque a sua esparsa distribuição foi interrompida. 
Seguida do seu original a preto e branco, e do retrato do poeta (e não só) alemão, Goethe, da autoria de um seu contemporâneo (Johann Tischbein) e que, à semelhança da m-p anterior, nos serviu de referência visual directa:
Essa e esta formam a página nº 35 do livro:
A partir da qual seria possível criar outra meia-página:
... Cujo defeito seria a demasiada proximidade dos dois quadradinhos de texto, que "respiram" melhor separados pelos títulos das respectivas m-p e acompanhados pela acção paralela com o Morte.