quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A quarta meia-página deste ciclo (V-3-d):

Seguida de um retrato do republicano Antero de Quental (1842-1891):

domingo, 23 de novembro de 2008

A terceira meia-página deste ciclo (V-3-c):

O desenho do primeiro quadradinho é a "reprodução" de uma fotografia do "Pensador" de Auguste Rodin (1840-1917), que ganhou fama e autonomia sob esta designação mas que continuou sendo parte do seu monumento intitulado "A Porta do Inferno" (segundo a "Comédia" de Dante) onde está integrado e aí representa O Poeta...

^^^ Dante Alighieri (1265-1321), "o vadio" segundo Bernardo Soares.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Para compensar um bocado o tom negativista do post de Outubro sobre publicação de banda-desenhada em Portugal, quero agora falar de uma boa ideia e de um feliz acontecimento que ocorreu no ano de 2001:

As "Ideias Negras" de Franquin, o Grande !, foram publicadas em português pela editora "Witloof"!... (Uma editora de Coimbra se não estou enganado - entretanto extinta, ou em dormência).
Aqui está a primeira (meia-) página:

Esta edição surgiu depois da publicação integral em França desta obra-prima tardia do autor belga - que a publicara previamente nas páginas da revista Fluide Gacial*, e depois em álbum; dois para ser exacto: o primeiro em formato horizontal - um "gag" por meia-página - e o segundo no formato vertical - onde os gags ocupam toda a página, à semelhança da evolução que seguiu com o seu "Gaston Lagaffe" - com capas e contracapas encarnadas. A edição portuguesa retomou o novo visual - preto, mas reduziu o formato para quase metade... Porquê?

Quanto ao título^^^ - magnificamente desenhado, os "witloofenses"** optaram por só o mostrar no interior do livro, o que, convenhamos, foi a opção mais fácil, e mesmo assim mal conseguida.

No entanto é de louvar a iniciativa visto ser esta uma peça importante do puzzle mundial da banda-desenhada.
......................................
*: Há muitos anos à venda em Portugal.
**: Aliás, responsáveis por outras boas ideias - concretizadas - de publicação.
A segunda meia-página deste ciclo (V-3-b):





E mais notícias sobre o "Leilão Pessoa", aqui [DN] e aqui [Um Fernando Pessoa].

domingo, 9 de novembro de 2008

A primeira meia-página do terceiro ciclo de 5, do conjunto V de 15 (V-3-a):




... E mais informações sobre o "caso" do leilão do restante espólio pessoano (em possessão da família) neste link [Diário de Notícias].

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

ESTE LIVRO, de 475 grandes páginas de letras miudinhas:

... como o título indica, dá-nos a conhecer LISBOA e a sua História - desde o início do século XIX até ao ano de 1950.
Abundamente ilustrado com fotografias da época, é composto de relatos históricos, peças literárias e jornalísticas, e acaba com uma preciosa Cronologia de 70 páginas... Um companheiro ideal para percorrer a Lisboa de Fernando Pessoa.

Abaixo, um excerto da primeira cena de convívio familiar de Fernando em Lisboa, com o primo:

E o primo Mário Nogueira de Freitas num desenho a lápiz da autoria de Catarina Verdier (colorista):

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Para ler em continuidade parte do trabalho final, aqui está o segundo grupo de 5 meias-páginas do primeiro ciclo de 15 m-p do segundo conjunto de 45 do primeiro arco de 90 - (I-B-I-2):

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Metade a preto e branco da última meia-página deste ciclo (V-2-e):

A imagem de Fernando Pessoa de chapéu tem fortes semelhanças com uma série de imagens da autoria de Moebius:

Reproduzo aqui parte da cena final da sua "Garagem Hermética" - a que dará continuidade anos mais tarde:

... Continuação directa aliás, já que a porta pela qual o Major Grubert escapa à ameaça de morte pendente vai dar directamente a uma estação de metro, a suposta "realidade" da qual sairá para outra igualmente irreal.

"A Garagem Hermética" foi o primeiro álbum de BD que comprei quando regressei "definitivamente" a Portugal.
Nesse ano longínquo de 1991, o álbum custou-me 900 escudos, leram bem: 900 escudos - 4 euros e meio!
Seis anos depois o álbum "O Homem do Ciguri" valia 2150 escudos (10,75 euros)!
Hoje em dia esses livros devem valer entre 15 e 20 euros... Três ou quatro vezes mais.

Este aumento dos preços não depende só da inflação ou do que quer que seja; também depende de opções editoriais. Basta ver o caso das revistas de super-heróis que deixaram de ser publicações baratas (brasileiras) para passarem a super-produções em papel "couché" (acompanhando a tendência americana, é verdade) com preços iguais ao dos livros em geral, o que veio a ser, suponho, a causa funesta do desaparecimento total dete tipo de publicação do seu meio natural: a banca de jornais e revistas.

E o que dizer deste caso mais flagrante: a capa abaixo reproduzida é de um dos meus cinco volumes da tradução brasileira da série (campeã de vendas) intitulada "AKIRA", japonesa logo a preto e branco mas colorida por americanos.

Este álbum de quase 400 páginas foi por mim descoberto por acaso e comprado por 900 escudos também!... Não pude completar a história que devia contar com dez volumes (logo umas 4000 páginas) porque a sua esparsa distribuição foi interrompida.
Anos depois a editora "Meribérica/Liber" começou a publicação da mesma série, também a cores mas em volumes com no máximo 200 páginas, em papel mais grosso, e com preços que deviam rondar os 15 euros ou mais... O Nuno Costa, um amigo meu, começou a colecção mas desistiu rapidamente; pudera! Por esse preço a história completa deveria valer uns 60 contos (300 euros)!
A publicação da série foi interrompida a meio e a editora faliu entretanto. Não me pergunto porquê.
Mais um capítulo da novela:

...Que se espera que venha a ter um desfecho feliz; para seguir neste link.

E um pequeno "filme" dos anos 30, cortesia de Nuno Hipólito, neste link.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A terceira meia-página deste ciclo (V-2-c):

Seguida do seu original a preto e branco, e do retrato do poeta (e não só) alemão, Goethe, da autoria de um seu contemporâneo (Johann Tischbein) e que, à semelhança da m-p anterior, nos serviu de referência visual directa:

Essa e esta formam a página nº 35 do livro:

A partir da qual seria possível criar outra meia-página:

... Cujo defeito seria a demasiada proximidade dos dois quadradinhos de texto, que "respiram" melhor separados pelos títulos das respectivas m-p e acompanhados pela acção paralela com o Morte.

A propósito: a meia-página intitulada "Rosa dos Ventos" começou, ela sim, por ser duas m-p diferentes, com a cena diurna numa e a nocturna noutra; eram acompanhadas por outra acção em paralelo (o Fernando a escrever) que não se revelou satisfatória, e desta forma o texto, algo obtuso, e o seu sentido, ganharam a merecida unidade que as manchas de rosa sublinharam...