Edgar Allan Poe (19/01/1809 - 07/10/1849):
(Blogue onde se dá a conhecer a biografia em banda-desenhada homónima do Poeta, da autoria de Miguel Moreira - cor: Catarina Verdier, e onde se tecem algumas considerações sobre: essa obra, B.D. em geral e assuntos pessoanos).
... Cuja matéria foi também desenvolvida pelo Alexandre E. Severino no seu livro "Fernando Pessoa na África do Sul" que contém referências ao trabalho de H.D.Jennings, o que na altura me dispensou (pensei eu) de o ler.
É com algum remorso que só agora aqui encontro uma fotografia de um edifício de Durban, o "London Chambers" (que não aparece na Fotobiografia (de bolso) de Maria José de Lancastre editada pela Quetzal Editores), edifício este onde estava sediada a "Comercial School" que F.P. frequentou durante um ano, e ao qual se refere, e às suas colunas de ferro, numa carta jocosa e irónica endereçada a um colega* de curso (reproduzida no livro "Obra essencial de Fernando Pessoa - Cartas", e que não me lembro de ler nos volumes da "Correspondência", também da Assírio & Alvim... Ter-me-á faltado a referência visual?)
Reproduzo também as notas de Fernando no Exame intermédio (também disponíveis na Fotobiografia) - total: 1098 pontos.
O trecho citado compõe-se de excertos retirados do prefácio da primeira edição de Leaves of Grass, da autoria de Walt Whitman, e foram organizados com o intuito de ir ao encontro da ideia proposta tanto por Harold Bloom como por Eduardo Lourenço: "Angústia da Influência" segundo o primeiro, e «Walt Whitman é o seu Édipo, o que pronunciou a palavra de um enigma igual ao seu e pronunciando-a o condena literalmente à morte, como Édipo à Esfinge. À esse desafio responde Pessoa, não com o desdobramento, seu reflexo habitual, mas com a sua heteronímia, passando de encenação para uso privado, a processo de criação estruturante subdeterminado pela urgência espiritual (na verdade de todas as ordens) de encontrar uma defesa para essa revelação que o destruía tanto como o libertava».
*: Faz hoje 120 anos que Fernando Pessoa nasceu!
^^^ Acima, o esboço a cores numa fase onde a página não estava ainda definida (no início o traço preto não era fotocopiado mas redesenhado pela Catarina). Parece-me até que foi a colorista que tentou melhorar a sequência que viria a causar-me mais problemas...

Finalmente, depois de ter ido buscar a lupa que aparece no poema "Natal", resolvi não seguir de perto o verso «Alguma coisa se perdeu». Penso que o resultado final ganhou com isso.