terça-feira, 15 de janeiro de 2008

A meia-página seguinte, a quarta deste ciclo (a 9ª deste 2º conjunto de 15, a 24ª até agora)...

... Foi baseada num episódio lido por acaso num número da revista Tabacaria (se bem me lembro) encontrado, também por acaso, numa pequena livraria; um testemunho indirecto de um suposto relato do próprio Pessoa, que retive na memória.

domingo, 13 de janeiro de 2008

A meia-página mais equilibrada, a meu ver, ao nível da cor; a terceira deste ciclo:

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

A segunda meia-página do segundo ciclo de 5 do 2º conjunto de 15:

Esta m-p foi das mais difíceis de realizar, como podem constatar pelas diferentes versões que apresento em seguida:

(Para além das dificuldades habituais- as quais, à semelhança do que fiz para o 1º ciclo de 5 m-p, explicarei mais detalhadamente noutra oportunidade- o grande obstáculo nesta m-p foi eu tomar consciência de que, independentemente de qualquer ideia pré-concebida, ou por conceber, quanto ao que terá representado para F.P. esta mudança para África do Sul (apoiando-me sempre nas opiniões, consagradas ou não, dos que me precederam [quer me lembre disso ou não]), eu não seria capaz de descobrir a "minha" verdade quanto ao desenrolar desta história, e consequentemente a forma de a apresentar, se eu não tivesse deixado completamente de lado qualquer influência "cinematográfica" ao narrar este episódio. [Ver a segunda versão da primeira tira apresentada a seguir.] Ironicamente, e tratando-se a banda-desenhada de um meio de criação completamente híbrido, o resultado parece um palco de teatro (com o mapa daquela parte do mundo que diz respeito a esta passagem a servir de pano de fundo), estratagema ao qual eu voltarei a recorrer.
Isto é: no único plano que me interessa neste momento, o da minha capacidade de expressão, fui capaz, não de ser influênciado, mas em vez disso, de influenciar, pelo menos a mim mesmo, já que esta disposição "teatral" da acção tornou-se uma ferramenta útil, e permitiu-me encenar numa só imagem vários aspectos relativos a esta mudança na vida do jovem Pessoa.) (O que não é inédito, até na minha banda-desenhada, já que a m-p intitulada "1893-1894" condensa também vários acontecimentos e significados, de forma visual.)

(Em cima^^^, a influência cinematográfica; em baixo os rabiscos que faço "à margem".)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

E agora, dando seguimento à história, apresento-vos a meia-página intitulada "Distância":

(O Chevalier de Pas é lembrado por Pessoa, em carta a Adolfo Casais Monteiro, como o seu «primeiro conhecido inexistente» e refere também outra figura, «que era, não sei em quê, um rival do Chevalier de Pas...»).

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

E agora, a propósito desta quadra natalícia e do novo ano que se aproxima, uma adaptação do poema "Natal" de Fernando Pessoa (inicialmente publicado em Dezembro de 1922):

sábado, 15 de dezembro de 2007

Para ler em continuidade parte do trabalho final, aqui está o primeiro grupo de 5 meias-páginas do primeiro ciclo de 15 m-p do primeiro conjunto de 45 do primeiro arco de 90 - (I-A-I-1):

sábado, 8 de dezembro de 2007

Para ler em continuidade parte do trabalho final, aqui está o terceiro grupo de 5 meias-páginas da Introdução - (3):

A última meia-página deste ciclo de 5:

[Decidi entretanto modificar o balão do 1º quadradinho da 2º m-p ("E se..."), que diz: «A nau Catrineta», substituindo-o pelos dois versos que Álvaro de Campos cita na Ode Marítima, "Lá vai a Nau Catrineta/ Por sobre as águas do mar...". A modificação será feita antes deste ciclo narrativo completo ser apresentado com a etiqueta "Existir como eu existo".]

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

O primeiro poema* de Fernando Pessoa:

*ver post anterior.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Na meia-página que se segue, o primeiro poema de Fernando Pessoa... (segundo o próprio, depois desta quadra só fez poesia em 1901):

Quando Pessoa relata estes factos por carta, entre outros, a Armando Cortes-Rodrigues (companheiro literário da revista Orpheu), apresenta-lhe outra versão do mesmo poema, diferente do manuscrito conservado no espólio:

Ó terras de Portugal
Ó terras onde eu nasci
Por muito que goste delas
Ainda gosto mais de ti.

Esta versão, de facto, parece com mais probabilidade ter sido escrita por uma criança. A outra versão deve ter sido "melhorada", quem sabe pela própria mãe de Fernando, com o intuito de apresentar um português mais cuidado. O poema foi desta forma conservado e está-lhe ligado um pequeno acontecimento que ficou na memória da família, que apresento nas duas próximas m-p.

(Deveria eu ter sido fiel ao que provavelmente aconteceu, nesta minha reconstituição da vida do Poeta? Sim... e penso que fui, porque não me parece que Fernando sentisse necessidade de se reapropriar da "sua" versão antes de chegar à idade adulta...)
(Já agora, e por mais "Freudiano" que isto pareça, não concordo com Fernando Pessoa quando diz que escreveu esta quadra aos cinco anos... O seu pai morreu quando ele tinha essa idade; não penso que ele se preocupasse muito com as "Ó terras de Portugal/ Ó terras onde eu nasci..." nessa altura.)